domingo, 29 de julho de 2007

Dar não é fazer amor!


Dar não é fazer amor. Dar é dar. Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido. Mas dar é bom pra cacete. Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca... Te chama de nomes que eu não escreveria... Não te vira com delicadeza... Não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom. Melhor que dar é só dar por dar. Dar sem querer casar... Sem querer apresentar para a mamãe... Sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo. Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral... Te amolece o gingado...Te molha o instinto!!!

Dar porque a vida é estressante e dar relaxa. Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã. Tem caras que você vai acabar dando, não tem jeito. Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem esperar ouvir futuro. Dar é bom, na hora. Durante um mês. Para as mais desavisadas, talvez anos. Mas dar é dar demais e ficar vazia. Dar é não ganhar. É não ganhar um eu te amo baixinho no escuro. É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir. É não ter alguém para querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar o primeiro abraço no Ano Novo e perguntar: "O que cê acha, amor?".

Dar é inevitável, dê mesmo,dê sempre, dê muito. Mas dê mais ainda, muito mais que qualquer coisa, uma chance ao amor. Esse sim é o maior tesão. Esse sim relaxa, cura o mau humor,ameniza todas as crises e faz você flutuar o suficiente pra nem perceber as catarradas na rua. Se você for chata, as suas amigas perdoam. Se você for brava, as suas amigas perdoam. Até se você for magra, as suas amigas perdoam. Experimente ser amada!Dar não é fazer amor. Dar é dar.


(Autor Desconhecido)

quinta-feira, 26 de julho de 2007

O Dia em que Achei Minha Alma Gêmea


O dia em que achei minha alma gêmea foi engraçado e ao mesmo tempo estranho. Estranho porque eu nunca acreditei em "almas gêmeas", nunca achei que isso realmente existisse. E engraçado porque nunca esperaria encontrá-la assim, tão perto.

É estranho essa coisa de alma né? De afinidade, de metades que se completam. Eu sempre achei isso tudo conversa-pra-boi-dormir, coisa de filme clássico de Hollywood, e de repente me dei conta que hoje na minha vida, não existe coisa mais real do "almas gêmeas".

Almas gêmeas são aquelas pessoas que se completam, que mesmo tendo criação diferente, educação diferente, bagagem cultural diferente, personalidade diferente, opinião diferente, formas de encarar a vida diferentes e até gostos totalmente diferentes, conseguem conviver em harmonia, conseguem se entender, se respeitar, se amar e se "completar". São pessoas únicas na vida que quando você se dá conta que as achou, deve "agarrá-las" e com elas viver essa experiência fabulosa.

Como eu disse anteriormente, eu não esperava achar essa tal de "alma gêmea", muito menos tão perto e tão rápido. Eu achava que sabia das coisas. Doce engano! Meu verdadeiro amor, aliás, meus verdadeiros amores foram achados enfim. E sim, no plural, porque eu não tenho só uma alma gêmea. Tenho algumas! Minhas verdadeiras Almas Gêmeas, são meus verdadeiros amigos!

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Irmãs

A minha irmã é assim:
Um tanto carente
Um pouco enfezada
Um muito feliz
Um pouco debochada
Um tanto serena
Um pouco irritada
Um muito prestativa
Um pouco encanada
Um tanto disposta
Um pouco preguiçosa
Um tanto sorridente
Um muito generosa
Um pouco alerta
Um tanto disponível
Um pouco desleixada
Um muito sensível
Um tanto empolgada
Um muito carinhosa
Um pouco previsível
Um tanto dengosa
Um tanto serelepe
Um pouco acuada
Um muito confusa
Um muito amada!



segunda-feira, 23 de julho de 2007

Apaixonada


Tem dias que eu tenho a sorte de acordar assim: APAIXONADA!
Apaixonada pela vida, pelos sonhos, pelas pessoas.
Apaixonada pelos segredos, pelos mistérios, pela dúvida.
Apaixonada pelas novelas, melodramas, histórias e contos da vida das pessoas.
Apaixonada pela dor, pela mágoa, pelo desassossego.
Apaixonada pelas injustiças, pelos escândalos, pelas fofocas.
Apaixonada pelas saudades, pelos pensamentos, pelas razões.
Apaixonada pelos livros, pelas músicas, pela arte.
Apaixonada pela fé, pelas crendices e tabus.
Apaixonada pelas flores, pelos animais, pela natureza.
Apaixonada pelo sol, pela praia, pelo mar.
Apaixonada pelas tristezas, pelas decepções, pelos ciúmes.
Apaixonada pelo conforto, pela beleza, pelo bem-estar.
Apaixonada por um cérebro, por um rosto, por um olhar.
Apaixonada pelas brigas, pelos desencontros, pelas traições.
Apaixonada pela insegurança, pela ansiedade, pelo nervosismo.
Apaixonada pela noite, pela lua, pelas estrelas na imensidão.
Apaixonada pela solidão, pela reflexão, pelo amor.
Apaixonada por um coração, pelo seu jeito, por sua forma de falar.
Apaixonada por todo aprendizado que essas coisas geram.
Apaixonada por você e por mim e por todas as coisas do mundo.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Desejos


Eletricidade. Flerte.
Proibido. Anel em meu dedo.
Olho no olho.
Não consigo te tirar da cabeça!
Infiel.


O que aconteceria se você me tocasse?
Se sua língua encontrasse a minha?
Doce combustão
Você ficaria ou fugiria?


Toque. Arrepio.
Desfaleço em teus braços.
Suspiro. Excitação. Luxúria.
Respiração Acelerada.
Imoral.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Carência


Bate 2 horas matinais.
Angústia.
Frio na Barriga.
Eu ligo.
Você atende.
Desde quando existe hora pra saudade?
SAUDADE
Uma palavra, sete letras
Milhões de significados!
Uma confusão de sentimentos...
Uma combustão de emoções!

Eu digo: "Oi!" - docemente - "Desculpa te ligar essa hora!"
Você diz: "Que isso, eu tava justamente pensando em você!"
- Jura? - eu, toda boba.
- Você está sempre nos meus sonhos! - ele responde.
Pronto! Agora posso dormir tranquila!

sábado, 14 de julho de 2007

O Homem da Minha Vida


Ele é lindo, alto, seguro
Ele é inteligente, querido, sempre sorridente
É prático, ciumento, protetor demais
Ele pode ser liberal na maioria das vezes
Mas tem seu lado careta
Ele é forte, robusto, engraçado
E quando estou com ele, sou muito feliz
Me sinto segura e não paro de rir um segundo.
Ele é carinhoso, carente, respeitador
Ele não tem "papas-na-língua"
Desbocado que só ele,
Ele é cheio de si.
Pode parecer grosso de vez em quando
Mas na verdade é um doce.
Ele é o homem da minha vida.
O primeiro e com certeza "o único".
Ele é turrão, teimoso, e acha que tá sempre certo.
Ele raramente dá o braço a torcer
Ele sabe ser bem irritante.
Ele é meu melhor amigo
E em sua companhia tive experiências fantásticas.
Ele me ensinou a ver o mundo
Com todas as suas cores e formas e sem preconceitos
Ele me fez ser mais "eu" e ser mais "ele"
Ele é fundamental na minha vida
Ele é meu PAI!

quinta-feira, 12 de julho de 2007

O último beijo


Você entrou porta adentro e coração afora quase que simultaneamente.
É estranho te ver depois de tanto tempo, depois de tantas brigas, mágoas, traições. Depois de tantas discussões, palavras duras e até palavrões.
É difícil perder um amor de si mesmo, pedir desculpas ainda magoado, sentir o coração dilacerado, sangrando de dor. Mas hoje um marasmo tomou conta de mim e de meu coração.

Você cortou o cabelo, está mais magro, uma aparência um pouco abatida, com algumas olheiras, provavelmente de estar trabalhando demais. Notei que voltou a fumar. Desesperadamente.
Você diz que estou bonita, apesar de eu estar com os cabelos despenteados, sem nenhuma maquiagem, olhos inchados, calças largas de um pijama velho e uma blusa antiga sua.
Você pega suas caixas, seus livros, seus cds e o resto de suas roupas. Pergunta como que consegui arrumar tudo tão rápido e ainda trabalhar, e fala que sempre admirou a minha organização. Você sempre foi gentil.


- A gente foi feliz aqui. - Você diz, precisando de afirmação.

- Muito... - respondo

- Acho que é só isso, minha última leva de coisas. Pronto você está livre de mim!

- Eh acho que sim...


(nos olhamos)Pausa...


- Eu não queria estar livre de você... - eu começo.

- Nem eu...me desculpa...por tudo!


Olho no olho, você se aproxima. A gente sabia afinal, que aquele beijo seria o último.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

A Traição


Ela: É porque ela é mais bonita?

Ele: Não.

Ela: É porque ela é mais bem-sucedida?

Ele: É claro que não! (de saco cheio)

Ela: Então por que ela? (chorosa)

Ele: Porque ela não precisa de mim.

Ela: Por que você não me falou antes?

Ele: Covardia.

Ela: Você não me ama mais?

Ele: Amo, claro que amo.


PAUSA...


Ela: Posso continuar te vendo?

Ele: Como que você ainda quer continuar me vendo?

Ela: Você não vai ser feliz com ela.

Ele: Eu acho que vou ser mais feliz com ela.

Ela: Não vai, você vai sentir minha falta.

Ele: Eu vou.


(Se beijam loucamente)


Ela: Vai fazer um café pra nós...

sábado, 7 de julho de 2007

Eu Amo Uma Mulher


Eu amo uma mulher inteligente,
Um tanto neurótica, mas cheia de carisma.

Eu amo uma mulher interessante,
Com mil histórias pra contar.

Eu amo uma mulher diferente,
Com seus defeitos, mas sempre sorridente.

Eu amo uma mulher forte,
Que enfrenta qualquer coisa ou pessoa pra me defender.

Eu amo uma mulher de fé,
Que acredita nas pessoas e no pensamento positivo.

Eu amo uma mulher que é linda,
Que é boba e que é extremamente carinhosa.

Eu amo uma mulher decente,
Que luta pelos seus direitos.

Eu amo uma mulher cheirosa,
E vaidosa, e que sai com os amigos pra se divertir.

Eu amo uma mulher que é minha amiga,
Que sabe me irritar, me fazer rir e está sempre ao meu lado.

Eu amo uma mulher grudenta, preocupada demais,
Mas que ri de qualquer palhaçada que faço.

Eu amo uma mulher que me ama muito,
E eu a ela.

Eu amo uma mulher que admiro,
E essa mulher é minha mãe.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Mulher de Coragem


Se eu fosse mulher de coragem
Daquelas que não tem medo de desafios
Não ficaria sem graça ao receber um elogio
Nem coraria ao ficar com vergonha
Nem me intimidaria ao te ver passar


Se eu fosse mulher de coragem
Usava essa minha voz rouca
Um tanto mulher, um tanto menina
E te cantava óperas, boleros, tangos...
Tudo bem dramático e louco pra te impressionar


Se eu fosse mulher de coragem
Deixava essa minha voz que o diabo gosta
E o rosto que Deus me deu
E te convidava pra dançar
Pra sair mundo afora e corpo adentro


Se eu fosse mulher de coragem
Enfrentava madrugadas e partidas
Tempestades e recaídas
Se soubesse que em mim, e só em mim
Você faria verão em tempos de inverno

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Olha só o que imaginei...


Olha o que imaginei pra nós dois:
Estrada, bebedeira, poeira, línguas inquietas;
Conversas varando a madrugada;
Transas nos lugares mais insólitos;
Arte, cinema, filosofia, fogo, pessoas;
Muitas gargalhadas...
Café-da-manhã na cama, almoço na cama, jantar na cama;
Lingerie preta, meia-luz, aventura;
Um carro com o tanque cheio, eu, você, uma garrafa de vodca;
Suspense, berros, vertigem;
Uma música de fundo, beijos ardentes, sorrisos;
E a nossa cara de bobo ao nos vermos enfim casados.

domingo, 1 de julho de 2007

Vida x Morte


Eu sei que sou diferente pelas minhas opiniões. Mas hoje falarei de um assunto mais sério. E vocês podem concordar, discordar, me odiar, ou simplesmente pensar a respeito.

Eu não sei o que acontece com as pessoas que elas dão tanto valor à vida e à morte.
Isso não é um tanto contraditório? Afinal, se você é pró-vida, deveria ser anti-morte, não?
Enfim, fico pensando numa coisa: nós temos tanto medo da morte, tanto quanto tínhamos medo do escuro quando crianças.Tudo bem, o desconhecido amedronta, mas também não gera uma certa curiosidade?

Nós odiamos a “Morte” porque muitas vezes a achamos injusta em relação às pessoas que amamos, e isso é meio egocêntrico. Mas mais do que isso, isso chega a ser egoísta às vezes, porque estamos pensando no nosso bem estar e não do da própria pessoa que muitas vezes está muito doente e/ou sofrendo. Não queremos perder as pessoas que gostamos nunca, e conseqüentemente temos um medo profundo de morrer também, em função disso.Mesmo a gente sabendo desde crianças (afinal estudos indicam que uma criança se dá conta da sua “vida” quase ao mesmo tempo em que se dá da “morte”.) que estamos bem longe de ser uma espécie imortal, estilo “Highlander”.

Somos tão avessos à morte que muitas vezes ao olharmos um morto, (mesmo que fictício), na TV, reviramos os olhos, ou ficamos com o estômago embrulhado, isso na melhor das hipóteses. Mas confesso que tenho visto uma ligeira mudança nisso, já que a “morte” tem sido massificada, banalizada, devido ao constante crescimento da violência, da imprensa sensacionalista e da indústria do espetáculo que ganha rios de dinheiro em cima da “desgraça” alheia.

Mas o que é a “morte” se não uma coisa banal?Ela é tão banal, tão comum, que chega a ser sem-graça. Ela acontece pra todos nós e a todos nós, cedo ou tarde.Que coisa mais chata, não?

Assim como a “vida”, outra coisa supervalorizada, afinal, é tão bom assim estar vivendo? Tudo bem eu não sou depressiva, a gente se “fode” nessa vida, mas se diverte, entretanto você pediu pra nascer, escolheu estar aqui nesse lugar que está, nessa família, nesse país? Você pediu pra estar vivendo? Acho que não, né? Logo não seria tão mais legal, poder escolher a hora de vir (e se você quer vir) e a hora de ir embora? Como numa festa que já deu o que tinha que dar, você vai embora da “vida”. Não seria bem mais fácil?

A gente tende a repelir a “morte”. A primeira coisa que fazemos quando alguém morre é afasta-lo do convívio, crema-lo ou enterra-lo. Longe, onde os olhos não precisem ver, pra que você com o tempo possa esquecer que a “morte” tão temida existe.

Essa constante busca pela vida eterna, pela juventude eterna, pela beleza eterna, cada vez mais vivendo mais e melhor (quem pode pagar, é claro), tem um preço. Por mais que você aos 75 anos de idade pareça ter 55, isso não faz com que você tenha sequer realmente um ano a menos.Ou seja, não faz a mínima diferença interna. E que mesmo assim, com 90, 75, 55 ou até 30, a morte chega igualmente para absolutamente todos.
Fomos criados pra ver a “vida” como o “bem maior”, e qualquer coisa que possa ameaçar essa “vida” é o inimigo e imediatamente tentamos repelir. Mas o que nos esquecemos é que nem todos os povos da Terra pensam assim. Essa visão é extremamente cultural e de acordo com os padrões da sociedade em que vivemos. Algumas tribos vêem a “vida Terrena” como uma simples passagem, como tantas outras que vão ter. Outras vêem essa “vida” como se estivessem numa espécie de purgatório ou até como um castigo para se depois chegar ao paraíso, à felicidade plena, ao Nirvana. Como essas existem muitas outras crenças sobre vida e morte, e o problema constante dessa questão é a religião. Afinal a gente tende a achar sempre que a nossa religião é melhor que a do outro.

Eu nunca entendi por que tantos cristãos tem medo da morte, se após dela eles iriam para o tal “Reino do Céus/Paraíso”. Será que são todos pecadores? Longe de mim criticar a religião alheia e muito menos apoiar atos terroristas, mas convenhamos, se um palestino se mata em nome de Alá, em nome de seu povo sem problemas porque tem a absoluta certeza que vai ser recompensado no pós-morte, não faz muito mais sentido?

Mas aí entra uma outra questão que ninguém gosta de discutir, que é o suicídio. Eu não sei por que tanto tabu em cima desse assunto. Por que é tão difícil entender que de repente a pessoa se encheu o saco de viver nesse mundo? As guerras produzem "heróis", os carrascos são remunerados, mas o suicídio é visto de uma forma preconceituosa. Criticamos essa atitude como se vivemos num mundo onde tudo é lindo, tudo são flores, sem fome, miséria, violência, guerras, preconceitos, o próprio paraíso, quando sabemos que é tudo isso ao contrário. Depois ninguém entende o porquê das pessoas entrarem em depressão. É só ler os jornais todos os dias, ouvir as histórias das pessoas, de seus amigos e vizinhos, ver o que acontece em países como a África, que você com certeza já se desespera.

É claro, um suicídio assusta, afinal a sociedade não quer que você tenha controle de si próprio. Ela desde que você nasceu dita as regras do jogo, controla o que você come, o que você bebe, qual língua você fala e como você a fala, o que você veste, como você se comporta em diferentes situações, por quem você se atrai, quem você deve amar, e quem não deve gostar, controla a sua vida e até a sua morte. A gente pensa que sozinhos fazemos essas escolhas, que existe o tal do “livre arbítrio”, mas inocentes somos nós que achamos isso. Na nossa ingenuidade acabamos por ir inconscientemente pela maioria. Portanto o fato de repente de alguém se revoltar contra esse sistema e se matar (escolhendo assim a hora e a forma de morrer), assusta. Eu entendo.

É engraçado que posso estar parecendo extremamente derrotista, pessimista, depressiva até, mas pra mim sinceramente essas questões são contraditórias. Eu amo a vida, mas tenho noção que tudo isso que vivemos, é porque somo vítimas de uma sociedade e principalmente de uma cultura que prega tal coisa. Somos tão a favor da vida e cada vez mais descobrimos mais métodos de se prolongar a vida com uma “pseudo-qualidade”, no entanto estamos nos matando todos os dias. O constante crescimento da violência nas grandes cidades; guerras de interesses puramente econômicos e sem ideologias; a constante agressão ao planeta que causamos através da poluição, do desmatamento entre outros, esquecendo que esse planeta é a nossa casa.

A preocupação somente com o “aqui e agora” e não com o futuro de nossos filhos e netos (mais aparente nos países mais desenvolvidos e maiores poluidores), não são sintomas de seres humanos pró-vida e sim de pró-morte. Até porque, destruindo o planeta estamos destruindo a nós mesmos. Não é no mínimo contraditório?
Nos acostumamos a criar um fantasma da “morte” como se ela fosse o verdadeiro inimigo, esquecendo que a “vida” é um ciclo e a “morte” faz parte desse ciclo. (Quer coisa mais natural que a morte?). Mas o que ainda não nos demos conta é que o nosso verdadeiro inimigo, o tal inimigo do Homem, é o próprio Homem.